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Líder do Grupo “Fotografia Ficcional: Experimentações na Arte Contemporânea”, Ruth Sousa, participa do I Encontro Pensamento e Reflexão na Fotografia.

A professora e líder do grupo “Fotografia Ficcional: Experimentações na Arte Contemporânea”  Ruth Sousa realizou comunicação no dia 17 de maio no I Encontro Pensamento e Reflexão na Fotografia , realizado no MIS São Paulo com organização do Estúdio Madalena. Ruth Sousa apresentou o artigo “A Fotografia como Paradoxo de Superfície”, uma análise filosófica de alguns aspectos da linguagem fotográfica, opondo a leitura realizada por André Rouillé em La photographie à filosofia de Gilles Deleuze em A lógica do Sentido. Segue Fotos da apresentação:

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Créditos: Júlio Riccó


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Trabalhos Selecionados Conversas Fotográficas

Os trabalhos dos seguintes artistas foi selecionado para exibição no evento Conversas Fotográficas, entre os dias 24 e 26 no Centro de Artes Reitoria Violeta Arraes Gervaiseau, na Universidade Regional do Cariri – URCA, em Juazeiro do Norte. O evento faz parte do “Encontros de Agosto”, realizado em comemoração ao mês da Fotografia.

Adriana Pimentel - Fortaleza - CE
Arthur Luiz - João Pessoa - PB
Alex Hermes - Fortaleza - CE
Ana Beatriz Barroso - Brasília - DF
Carlos Henrique Veras - Juazeiro do Norte - CE
Cimara Vieira - Juazeiro do Norte - CE
Clóvis Martins Costa - Porto Alegre - RS
Charles Farias - Crato - CE
Diego Linard - Crato - CE
Diêgo de Oliveira - Juazeiro do Norte - CE
Eduardo Ribeiro - Juazeiro do Norte - CE
Élcio Miazaki - Lisboa - PT
Gabriela de Andrade  - Brasília - DF
Israel Campos - Fortaleza - CE
Nilton Novais - Fortaleza - CE
Leo Dantas - Barbalha - CE
Sérgio Sakakibara - Florianópolis - SC
Leo Dante Santaguida -  Crato -  CE
Jefferson Pereira - Juazeiro do Norte - CE
Julio Cesar Martins - Juazeiro do Norte - CE
Juliano Serra - Brasília - DF
Karol Luan Oliveira - Crato - CE
Lizângela Torres - Porto Alegre - RS
Lino Junior - Juazeiro do Norte - CE
Liliane Giordano - Caxias do Sul - RS
Myra Gonçalves - Porto Alegre - RS
Rôsmari Lisboa Lopes - Florianópolis - SC
Rochelle Zandavalli - Porto Alegre - RS
Ruth Sousa - Juazeiro do Norte - CE
Vivian Santos - Juazeiro do Norte - CE

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ZoneZero

ZoneZero ® é um site  dedicado a criação fotográfica. Fundada em 1995 por Pedro Meyer,  ZoneZero ® tem sido tanto testemunho quanto participante ativo na revolução digital em curso.  ZoneZero ® surgiu online pela primeira vez quando a Internet se tornou acessível ao público, tornando-se o mais antigo site dedicado à fotografia que continua a operar e crescer.

Seu nome originou-se de uma metáfora sobre a transformação sofrida pela fotografia analógica para fotografia digital. O nome refere-se ao Sistema de Zona de Ansel Adams como base na tradição e similares zeros e uns que se tornaram DNA básico para todas as coisas digital. Nas palavras do poeta francêsLouis Aragon , em seu prefácio à mitologia moderna, “Light só é significativo em relação à escuridão, e erro pressupõe verdade. É esses opostos misturados que povoam nossas vidas, o que torna pungente, inebriante. Existem apenas em termos de conflitos na área onde o choque preto e branco “ , daí o nome ZoneZero ® .

O objetivo do ZoneZero ® é fornecer uma plataforma inteligente para a fotografia. Isto é, fornecer uma imagem sensível e informado sobre o que está acontecendo em nosso mundo e entender a importância da tecnologia no processo criativo.

http://www.zonezero.com

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Revista Porto Arte

Revista Porto Arte

A Revista Porto Arte é a publicação acadêmica, especializada na área de Artes Visuais, que circula há mais tempo no País, desde 1991. Sua missão é estimular a reflexão teórica sobre a produção artística e divulgar resultados de pesquisas de artistas, curadores, críticos e historiadores. A revista conta com a colaboração regular de especialistas conceituados, nacionais e internacionais.  A Porto Arte é uma publicação do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e pode ser acessada pelo site  http://seer.ufrgs.br/PortoArte/

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Liu Bolin

Liu Bolin é um artista chinês, conhecido por suas fotografias em que o próprio artista camuflado se funde com as locações escolhidas. Segundo o próprio artista a idéia surgiu depois que sua galeria e ateliê foram demolidos para a construção de obras das Olimpíadas de Pequim, realizada em 2008.”Invadir” os cenários à sua volta e misturar-se com estes é o seu protesto político, que visa mostrar os problemas sociais provocados pelo desenvolvimento que o seu país atravessa.

Nos vídeos abaixo é possível observar como se dá o processo de camuflagem do artista nos espaços.

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Cindy Sherman

   Cindy Sherman

Ao Virar a câmara para si mesma, Cindy Sherman construiu um nome como uma das fotógrafas mais respeitados do final do século XX. Embora  a maioria das suas fotografias sejam fotos dela mesma,  estas fotografias não são auto-retratos. Em vez disso, Sherman utiliza-se como um veículo para trazer a tona  uma variedade de questões do mundo moderno: o papel da mulher, o papel do artista e muito mais. É através destas fotografias ambíguas e ecléticas que Sherman desenvolveu um estilo distinto. Através de uma série de diferentes  trabalhos, Sherman levantou questões importantes e desafiadoras sobre o papel ea representação das mulheres na sociedade, a mídia e a natureza da criação artistíca.

Fonte: http://www.cindysherman.com/

Artigo

Cindy Sherman ou de alguns estereótipos cinematográficos e televisivos

Autora: Annateresa Fabris

Resumo: Em Stills cinematográficos sem título e Projeções num telão, Cindy Sherman encena de maneira crítica os estereótipos que regem a imagem da mulher como produto do olhar masculino.

Clique Aqui para Ler.

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Entrevista de Susan Sontag para a Veja

Entrevista: Susan Sontag

Imagens da dor

A escritora americana discute
a maneira como vemos a guerra
e o sofrimento alheio em
fotos e na televisão
Carlos Graieb

Quando precisa identificar-se, a americana Susan Sontag gosta de usar apenas uma palavra: escritora. Mas, ao menos no Brasil, o termo “intelectual” define melhor o tipo de personagem polivalente que ela é – alguém que tem no currículo ensaios, romances e roteiros, além de ser referência em todo tipo de debate político e cultural. Sua obra mais recente chama-se Diante da Dor dos Outros, e acaba de ser lançada no Brasil. Esse livro curto, que remete a um trabalho anterior, Ensaios sobre Fotografia, de 1977, é uma reflexão sobre a guerra e sobre a maneira como o sofrimento alheio é enxergado em fotos e imagens de televisão. Susan Sontag começou a redigir o livro nos primeiros meses de 2001, e os atentados terroristas do 11 de Setembro, juntamente com as guerras travadas pelos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque, tornaram o seu tema candente. Sobre esses eventos, aliás, a autora é uma voz dissonante em seu país. Ela critica de maneira acerba o governo George W. Bush e o “imperialismo americano”. Aos 70 anos, Susan Sontag já travou duas batalhas contra o câncer: uma no fim dos anos 70 e outra no fim dos anos 90. “Ainda faço controle da doença, mas desde 2001 sinto-me perfeitamente bem”, disse ela, nesta entrevista a VEJA, de sua casa em Nova York.

Veja – Existe uma diferença na percepção que homens e mulheres têm da guerra? A senhora aborda essa questão no começo de seu novo livro, mas não chega a responder a ela.
Susan –
É verdade. Meu livro não responde de maneira conclusiva a essa pergunta, e não creio que eu seja capaz de ir muito além do que já disse. Penso, ou sinto, que existe uma diferença na maneira como homens e mulheres vêem a guerra. Não no sentido de que mulheres sejam pacifistas naturais. Há cada vez mais soldados do sexo feminino nos exércitos, e há mulheres que fazem a guerra – pense em Margaret Thatcher, ou em Condoleezza Rice. No entanto, as motivações que levam alguém a querer o combate parecem estar mais entranhadas no modo de ser masculino do que no feminino. Os homens gostam da guerra. Ela exerce uma eterna sedução sobre eles, pela intensidade da experiência, pela camaradagem que ela propicia, pela oportunidade de parecer forte e decidido, pela oportunidade de fugir do marasmo da vida familiar. Assim, imaginar que haja antídotos para a sedução da guerra é o tipo de reflexão que provavelmente ocorre com mais facilidade às mulheres do que aos homens. Seja como for, levantei essa questão no começo de meu livro para abordar um outro ponto: nos discursos belicosos ou nos discursos pacifistas, freqüentemente usamos um “nós” universal. Mas talvez homens e mulheres não respondam da mesma maneira à visão do sofrimento causado pela guerra. E há outras diferenças, não só de sexo. Assim, ao falar de dor, sobretudo da dor vivenciada pelos outros, nunca deveríamos usar a palavra “nós” de maneira tão convicta. Esse é um dos temas centrais de meu livro, que fala sobre a guerra e sobre a experiência cotidiana de observar a dor alheia em fotografias e na TV.

Veja – Qual foi o estímulo para escrever o livro?
Susan –
Foi a experiência de estar numa zona conflagrada. Entre 1993 e 1995, passei diversos meses vivendo em Sarajevo, na Bósnia, durante a guerra que arrasou o país. Desde então, o problema de como as pessoas de hoje em dia, em sua sala de estar, encaram a violência experimentada por outras que vivem distante delas me tem feito pensar muito. Na época em que estive em Sarajevo, as comunicações com o mundo exterior eram precárias. Eu convivia com um monte de jornalistas, que mandavam matérias todos os dias para suas redes de televisão e jornais, mas mesmo eles não tinham a menor idéia de como o seu trabalho vinha sendo apresentado. Quem estava lá dentro simplesmente não sabia como a guerra era retratada. Eu saía da cidade a intervalos regulares para tomar um banho – pois havia até falta de água por longos períodos –, para pegar dinheiro e comprar coisas, e sempre era uma enorme surpresa descobrir qual era a visão que as pessoas de fora tinham do conflito. Existe um abismo entre aquilo que as imagens de guerra mostram e a vivência real do acontecimento.

Veja – Um tema interessante de seu livro é a demonstração de que nem sempre as imagens de guerra e sofrimento foram usadas como meio de provocar a indignação de seus espectadores.
Susan –
Creio que o primeiro artista importante a representar a dor alheia com o objetivo de abalar as pessoas foi o pintor espanhol Francisco Goya. Foi um gesto de extrema ousadia, que colabora para firmar a reputação de Goya como um dos maiores artistas que jamais existiram. Eu acho que hoje em dia as imagens de guerra tendem a ser vistas dessa maneira por um determinado tipo de observador – um observador que eu chamaria de informado e cosmopolita. Nós, eu, você e, provavelmente, os leitores de sua revista, tendemos a reagir com indignação moral às imagens de horror da guerra. Mas essa não é a única maneira de encarar as imagens, e aqui eu volto ao começo de nossa conversa, quando disse que é preciso tomar cuidado ao empregar o “nós”. Mude o contexto político e ideológico em que as imagens são vistas e tudo pode ser diferente. O público árabe que assiste à TV Al Jazira raramente interpreta as cenas de guerra que vê ali como um protesto contra a violência. Naquele contexto, as cenas são, antes de tudo, um chamado para a mobilização, para odiar e resistir mais ao inimigo.

Veja – Uma tese muito em voga hoje em dia é que o excesso de imagens com que somos bombardeados diariamente afogou a realidade e nos mergulhou numa “sociedade do espetáculo”. A senhora discorda dessa idéia. Por quê?
Susan –
Essa é uma idéia corrompida e corrompedora. É algo em que somente uma pessoa que vive amparada por todas as benesses da vida moderna pode pensar. Mas nós, que vivemos amparados por essas benesses, somos uma ínfima parcela da população mundial. Pessoas que não têm geladeira em casa não pensam que a realidade é um espetáculo, e muito menos que a realidade não existe. E a guerra, sobretudo, não é um espetáculo. Sempre que escrevo um ensaio acabo descobrindo que tinha algum alvo intelectual em mente. No meio desse livro, percebi que estava mirando em filósofos como Jean Baudrillard e seus colegas franceses. Em livro após livro, eles defendem a idéia de que não existe realidade – de que tudo é espetáculo, ou simulacro, ou seja lá que conceito for. Só pessoas que nunca ouviram um tiro, e que vêem a guerra de sua sala de visitas, podem criar uma teoria tão fátua.

Veja – Exposição demais à violência por meio de fotos e imagens de televisão pode levar as pessoas à indiferença e à passividade?
Susan –
Essa foi uma idéia que comecei a discutir nos anos 70, quando escrevi meu primeiro ensaio sobre fotografia, e que senti a necessidade de retomar agora. Naquela época eu disse de maneira um tanto forte que as imagens poderiam, sim, nos tornar passivos. Hoje eu acredito que isso não é necessariamente verdade. As coisas só acontecem dessa maneira se a mensagem que acompanha a imagem for a de que nada pode ser feito. Se a mensagem subliminar for “sim, tudo é horrível, mas interferir está fora de nossas possibilidades”, aí ela leva você à passividade. E é preciso estar alerta também para a compaixão e a simpatia fácil que as imagens de sofrimento nos provocam. No ano passado, eu estava visitando o Rio de Janeiro quando o filme Cidade de Deus estreou, e vi muita gente surpresa com a realidade exibida pelo filme. Esse tipo de surpresa é uma espécie de clamor de inocência, um álibi. É uma forma de dizer “eu não sabia que esse horror acontecia ao meu lado” e de não pensar que o sofrimento dos outros pode estar perversamente conectado com o seu bem-estar. Precisamos sempre questionar o papel da compaixão quando vemos algo terrível que está acontecendo longe de nós. Se não carregar consigo a idéia de que as coisas podem mudar, talvez então você se torne realmente passivo e comece a pensar na realidade como um espetáculo.

Veja – A senhora sempre foi uma admiradora do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, mas o critica no novo livro. O que passou a incomodá-la em seu trabalho?
Susan –
Sebastião Salgado é um fotógrafo imensamente talentoso e maduro, que se especializou num tema difícil, a exibição da miséria. Mas creio que em seus trabalhos mais recentes, da série chamada Êxodos, ele se perdeu um pouco. São fotos que não ajudam realmente a compreender o fenômeno do sofrimento causado pela pobreza, porque o projeto não tem a especificidade e a concretude que precisaria ter. Quando põe num mesmo livro pessoas que estão fugindo da guerra e pessoas que estão saindo de regiões muito pobres em direção à cidade, você não está contribuindo para nenhum tipo de compreensão política e histórica daqueles fatos. As circunstâncias são muito diferentes, e provavelmente requerem olhares diferentes. Acho que esse é o principal problema. Além disso, há o contexto comercial da exibição de seus trabalhos. Salgado tornou-se um profissional extremamente bem-sucedido cujas fotos são exibidas em revistas num certo tipo de contexto e com certo tipo de legenda que enfraquecem mais do que reforçam aquilo que as fotos dizem.

Veja – Há quem diga que Salgado estetiza a miséria. Essa crítica é justa?
Susan –
Não é a crítica que eu faço. Acho que é da natureza das fotografias estetizar a realidade. Talvez Salgado faça isso um pouco mais. Há gente que se esforça para diminuir esse efeito, como Gilles Peress, por exemplo, que sempre foi muito sensível a essa crítica. Mas a realidade é que as fotos que nos marcam quase sempre são aquelas que têm alguma qualidade estética. Uma das fotos de Peress que vêm à minha mente com freqüência é um close-up de centenas e centenas de facões utilizados como armas em Ruanda, no genocídio da etnia tutsi. É uma foto poderosa e parte desse poder deve-se, sem dúvida, à sua estética.

Veja – Recentemente a senhora esteve envolvida numa polêmica com o escritor colombiano Gabriel García Márquez a respeito de Cuba.
Susan –
Eu estava em Bogotá, convidada para uma palestra sobre o tema clássico da responsabilidade dos intelectuais. Durante a conferência, fiz as seguintes observações: primeiro, a obrigação primária de um intelectual é falar a verdade. Em segundo lugar, não acredito que um intelectual tenha obrigatoriamente de se engajar em discussões políticas. Mas, se o escritor tem o hábito de falar sobre determinados temas, então, ficar em silêncio quando um desses temas está em pauta é um gesto político por si só, que deve ser interpretado e julgado. São situações em que o silêncio é eloqüente. Minha intenção inicial não era criticar García Márquez, mas, nesse ponto, as palavras saíram sozinhas de minha boca. Eu disse que o seu silêncio sobre o que havia acontecido em Cuba pouco antes – a execução sumária de três homens e o aprisionamento de quase oitenta pessoas que não se alinhavam com o regime castrista – era inadmissível, uma vez que ele já se havia declarado um amigo de Cuba e se pronunciado inúmeras vezes a respeito do regime de Fidel Castro. O curioso é que Márquez resolveu responder pela imprensa, pouco depois. Ele o fez de maneira patética. Disse que era contra a pena capital e que já havia ajudado muita gente a sair de Cuba por baixo do pano. É uma resposta ridícula, porque ser contra a pena de morte não confere distinção a ninguém, é apenas um indício de que você está familiarizado com as idéias básicas da civilização. Além disso, ao dizer que ajudou dissidentes a fugir de Cuba, Márquez reconheceu que o regime é repressivo. Ele se contradisse e expôs sua hipocrisia. Considero Gabriel García Márquez um dos grandes escritores de nosso tempo – e não creio que haja mais que dez que mereçam ser qualificados assim. Mas sua história põe em evidência o perigo de aproximar-se demais do poder e ficar amigo dos poderosos. Ao fazer isso, o escritor corre um grande risco: o de não poder mais dizer que é intelectualmente independente.

Veja – Por que Fidel Castro exerce fascínio sobre tantos intelectuais?
Susan –
Talvez isso tenha sido verdade no passado, mas acho que o fascínio deixou de existir. Cada vez mais, a reação dos intelectuais que conheço a respeito de Cuba é de lástima e de embaraço. Veja só, até mesmo José Saramago, que insiste em declarar-se um comunista, já disse que a repressão é mais do que ele pode aceitar. Infelizmente, o que virá depois da morte de Castro não é muito melhor: os cubanos que emigraram para Miami fugindo de Castro vão tomar o poder e, com isso, os Estados Unidos transformarão Cuba numa colônia novamente. Esse é um fato a deplorar. Mas você não pode apoiar a crueldade em Cuba simplesmente por temer o imperialismo americano. O mesmo vale para o caso iraquiano. Ser contra a invasão e a colonização do Iraque pelo poder americano não me torna uma partidária de Saddam Hussein. São duas coisas diferentes.

Fonte: Revista Veja

Links para livros em PDF de Susan Sontag:

Sobre Fotografia (em espanhol). Clique aqui!

Contra a Interpretação e outros Ensaios. Clique Aqui!

 

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